Tenho vontade de gritar
mas meu grito tímido pequenino;
agarrado, morto, se decompondo,
em minha garganta sombria.
No pó de meus sentidos,
caindo no esquecimento.
Tal como todas as dores
que de meu corpo se nutriam,
abjetas , nefandas
tristes, lancinantes .
E meu grito pequenino,
sufocado em meus instantes.
Jazendo roto em um canto,
na impossibilidade ingente,
de estar imóvel e sem movimento,
de ser o grito e não poder gritar.
Sem comentários:
Enviar um comentário