terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O CORPO

Desconstituindo o corpo já feito
e o cérebro que doente varia.
Despedaçando a pálida alegria
nas trevas junto aos meus deito.

_ Ah maldita toda esperança!
O fio que me prende a vida.
 No coração perfidamente trança:
todo apego. Medo da despedida.

Uma sombra que pelo corredor jazia,
entregue a dor da desesperação.
Fugindo ao fato, inda se via,
o corpo inerte jazer no chão.

No triste fim de toda lembrança,
a saudade acerba não dará passagem.
Nem mesmo a ultima contra-dança
a todos os condenados a saudade.

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