Te quero, mas meu querer soberano,
reside além do humano de minha certeza.
Meu pensamento profano,
na ânsia de tua leveza,
passeia além do mundano.
Mil vezes meu sorrir desumano,
se viu nu de todo plano,
diante de tua clareza .
Um brilho de teu olhar leviano,
me fez para sempre insano,
curvei me ante tua grandeza.
Mas quero reviver o humano,
quebrando toda tua defesa ,
na litania de um ara profano.
Onde do amor a chama acesa,
desperte em mim o oceano,
que se agita, para roubar lhe a pureza.
Mas na cabeça de meu ser insano,
ainda reside uma palavra presa,
e me acompanha ano após ano.
Ante teu amor não tenho defesa!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
O CORPO
Desconstituindo o corpo já feito
e o cérebro que doente varia.
Despedaçando a pálida alegria
nas trevas junto aos meus deito.
_ Ah maldita toda esperança!
O fio que me prende a vida.
No coração perfidamente trança:
todo apego. Medo da despedida.
Uma sombra que pelo corredor jazia,
entregue a dor da desesperação.
Fugindo ao fato, inda se via,
o corpo inerte jazer no chão.
No triste fim de toda lembrança,
a saudade acerba não dará passagem.
Nem mesmo a ultima contra-dança
a todos os condenados a saudade.
e o cérebro que doente varia.
Despedaçando a pálida alegria
nas trevas junto aos meus deito.
_ Ah maldita toda esperança!
O fio que me prende a vida.
No coração perfidamente trança:
todo apego. Medo da despedida.
Uma sombra que pelo corredor jazia,
entregue a dor da desesperação.
Fugindo ao fato, inda se via,
o corpo inerte jazer no chão.
No triste fim de toda lembrança,
a saudade acerba não dará passagem.
Nem mesmo a ultima contra-dança
a todos os condenados a saudade.
CANTIGA DE TRISTEZA
É a tristeza das horas tristes,
que o tempo jamais apaga.
Qual nevoeiro intenso que ao sol resiste,
enquanto a dor em minha alma se alarga.
Mísera existência toda. Relembrando
um ais como num quadro se me aparece,
e me quedo no escuro pensando,
no esquecimento. a dor não me esquece.
Tristonas notas de toar nefando,
nas cordas da alma segue a vibrar
entre movimento de cordas pontilhando
minha tristeza segue a cantar.
que o tempo jamais apaga.
Qual nevoeiro intenso que ao sol resiste,
enquanto a dor em minha alma se alarga.
Mísera existência toda. Relembrando
um ais como num quadro se me aparece,
e me quedo no escuro pensando,
no esquecimento. a dor não me esquece.
Tristonas notas de toar nefando,
nas cordas da alma segue a vibrar
entre movimento de cordas pontilhando
minha tristeza segue a cantar.
O GRITO
Tenho vontade de gritar
mas meu grito tímido pequenino;
agarrado, morto, se decompondo,
em minha garganta sombria.
No pó de meus sentidos,
caindo no esquecimento.
Tal como todas as dores
que de meu corpo se nutriam,
abjetas , nefandas
tristes, lancinantes .
E meu grito pequenino,
sufocado em meus instantes.
Jazendo roto em um canto,
na impossibilidade ingente,
de estar imóvel e sem movimento,
de ser o grito e não poder gritar.
mas meu grito tímido pequenino;
agarrado, morto, se decompondo,
em minha garganta sombria.
No pó de meus sentidos,
caindo no esquecimento.
Tal como todas as dores
que de meu corpo se nutriam,
abjetas , nefandas
tristes, lancinantes .
E meu grito pequenino,
sufocado em meus instantes.
Jazendo roto em um canto,
na impossibilidade ingente,
de estar imóvel e sem movimento,
de ser o grito e não poder gritar.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS
Que eu tenha forças para não cair nas armadilhas engendradas pelos justos.
Que eu possa seguir meu caminho, sem ter minha alma maculada pela bondade dos santos;
e que minha vista possa ser preservada da luz cegante de suas verdades ; do pó de suas
sagradas escrituras e assim não seja convertido em mais uma ovelha, no rebanho eleito,
à espera do pasto derradeiro além deste mundo.
Que jamais eu seja merecedor da bondade dos virtuosos e sim que me seja dada a graça de ser a ruína
para as suas cruzes, ou qualquer outra forma de suplício que os bons espalhem sobre a terra.
AMEN!
Que eu possa seguir meu caminho, sem ter minha alma maculada pela bondade dos santos;
e que minha vista possa ser preservada da luz cegante de suas verdades ; do pó de suas
sagradas escrituras e assim não seja convertido em mais uma ovelha, no rebanho eleito,
à espera do pasto derradeiro além deste mundo.
Que jamais eu seja merecedor da bondade dos virtuosos e sim que me seja dada a graça de ser a ruína
para as suas cruzes, ou qualquer outra forma de suplício que os bons espalhem sobre a terra.
AMEN!
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